Desenvolvimento de Produto

Desenvolvimento de Produto

O Brasil é um dos cinco centros mundiais de desenvolvimento do produto da Ford mundial. O seu time soma hoje cerca de 1.200 engenheiros, que trabalham ininterruptamente com as mais avançadas tecnologias para produzir veículos cada vez mais seguros, econômicos, acessíveis e amigos do meio ambiente.

Nenhum produto entra nas fábricas sem uma avaliação prévia, feita com base na Norma de Gerenciamento de Substância Restrita (RSMS), a fim de evitar o uso de substâncias potencialmente tóxicas ou agressivas à saúde dos empregados e ao meio ambiente.

Em 2006, a Ford lançou um programa mundial, ainda mais amplo, para eliminar dos veículos da marca, até 2009, todas as substâncias potencialmente nocivas à saúde e ao meio ambiente. Entre essas substâncias estão principalmente o cromo hexavalente, o cádmio e o chumbo, usados no tratamento superficial de juntas e fixadores.

Embora não exista na América do Sul legislação que proíba o uso desses materiais, a Ford decidiu se antecipar, porque acredita que é a coisa certa a fazer. O objetivo é prevenir qualquer possibilidade de contaminação por descarte inadequado de peças.

Por conta do programa, estão sendo analisadas cerca de 5.000 peças usadas em todas as linhas de carros, utilitários e caminhões nas cinco fábricas da Ford na América do Sul - em São Bernardo, Taubaté (SP), Camaçari (BA), Pacheco (Argentina) e Valencia (Venezuela). Todas as que contiverem substâncias restritas na sua composição terão de ser modificadas e passarão por novos testes de validação de torque, durabilidade e engenharia.

As mudanças necessárias serão feitas em parceria com os fornecedores para eliminar essas substâncias dos veículos sem afetar sua eficiência e durabilidade. Esse processo envolve uma logística complexa e também custos, mas todos entendem que se trata de um compromisso com um valor maior, a preservação da saúde e do meio ambiente, em que todos serão beneficiados.

Reciclabilidade

O índice de reciclabilidade dos veículos chega hoje a 85%. O aumento desse porcentual é uma tarefa que envolve uma vasta cadeia, desde os fornecedores de matérias-primas, fabricantes de peças e veículos, com cuidados na concepção e marcação dos produtos, até os consumidores e o poder público, com a conscientização e regulamentação de centros de reciclagem.

A necessidade de preservar os recursos naturais e evitar a poluição ambiental são fatores que colocam essa questão na ordem do dia. A reciclagem dos materiais economiza matérias-primas e energia.

Várias soluções já são aplicadas com esse objetivo, como, por exemplo: o uso de garrafas PET para fazer revestimentos internos de carpete; tampas de garrafas para confecção de partes do painel; para-choques antigos para a produção de para-choques novos; caixas de baterias para fabricação do revestimento interno dos para-lamas e pedais; garrafões plásticos para a confecção de lanternas; pneus velhos para a produção de pneus novos; carpetes transformados em ventiladores; e caixas de computador para a produção de grades de para-choques.

Dentro de uma perspectiva global e de longo prazo, a Ford continua a investir, paralelamente, no desenvolvimento das células a combustível, que utilizam hidrogênio para a geração de eletricidade e são a grande promessa para o futuro da mobilidade.

Combustíveis Alternativos

Entre outros pioneirismos, foi a primeira a lançar um veículo a álcool, o Corcel II, em 1979, e hoje produz a mais avançada família de motores flex.

Os motores Ford RoCam Flex introduziram diversas inovações que otimizam o rendimento em termos de potência, economia e durabilidade. Entre elas, incluem-se: taxa de compressão elevada, que aumenta a eficiência térmica no uso do álcool; a primeira válvula termostática eletrônica do mundo, que garante a temperatura ideal de trabalho para cada mistura de combustível; controle de detonação ativo individual por cilindro; sistema de ignição eficiente para partida a frio; câmara de combustão com novo desenho para agilizar a queima; e elementos que melhoram a circulação de gases e a refrigeração do motor. A Ford também participa desde os primeiros estudos para a aplicação do biodiesel, em parceria com o Centro de Pesquisas da Petrobras. Uma pick-up Ranger foi escolhida para os testes de campo com o B5 (diesel misturado com 5% de biodiesel), realizados com sucesso. A segunda etapa do projeto são os testes com o B30 (mistura com 30% de biodiesel e 70% de diesel comum), que amplia as perspectivas para o uso de biocombustíveis no País.

Novas tecnologias

A Ford é, por tradição, uma das empresas que mais investem em pesquisas, mantendo-se na vanguarda da tecnologia automotiva. A inovação começa no desenvolvimento de componentes e veículos com a utilização de avançados simuladores em 3D que aceleram a criação de novos produtos. Essas ferramentas são complementadas por ensaios e testes de rodagem feitos nas pistas, onde todos os sistemas dos veículos são checados e refinados, também com a ajuda de modernos equipamentos.

Visão dos ruídos

Uma novidade recente é o "Noise Vision", equipamento patenteado pela Ford com uma tecnologia única na indústria mundial que permite "ver" o ponto exato onde os ruídos são gerados dentro do carro.Desenvolvido por especialistas do Campo de Provas de Tatuí em parceira com a empresa japonesa Nitobo e com o apoio do Centro de Engenharia Avançada da Ford, nos Estados Unidos, ele representa o estado da arte em desenvolvimento de ruídos, vibrações e asperezas. A indústria automotiva dispõe de equipamentos para medir os ruídos normais de rodagem, produzidos pelo motor, vento e atrito dos pneus. A tecnologia "Noise Vision" permite mensurar também os chamados ruídos transitórios, originários de ranger de cabos e trincos e vibrações de chapas.

Formado por uma estrutura semelhante a um globo, ele é dotado de softwares, 31 microfones e 12 câmeras que sobrepõem os registros de imagens e ruídos. Desse modo, permite visualizar a movimentação e intensidade dos sons em um ângulo de 360 graus.

Medições

Entre seus sofisticados sistemas de aquisição de dados inclui-se o Road Load Data Acquisition, com células de carga que permitem medir esforços em até cem pontos simultâneos do veículo. Outra inovação é o DIVAS, conjunto de equipamentos desenvolvidos pela Ford para análise dinâmica de veículos, incluindo parâmetros como aceleração, ângulo de esterçamento, deslocamento longitudinal, transversal, lateral e altura da carroceria em relação ao solo. Eles são complementados pelo Wheel Force Transducer, transdutor com softwares matemáticos que mostram todas as forças sobre as rodas do veículo, para a criação de modelos preditivos e correção de protótipos.

Câmara de evaporação

O Campo de Provas da Ford conta também com uma avançada câmara "Shed" para ensaios evaporativos de 24 horas dos veículos. Ela simula as variações de temperatura ao longo do dia, de 20°C a 35°C, para medir a concentração de hidrocarbonetos originados da evaporação de combustível, pneus, graxa e outros componentes.

Dinamômetros

A Ford utiliza em Tatuí o dinamômetro de chassi mais moderno do mundo, para testes de alta velocidade - até 250 km/h - e durabilidade de emissões. Ele funciona acoplado a um robô que acelera, freia, aciona a embreagem e troca marchas, além de abastecer automaticamente o veículo com combustível. Isso permite que o carro rode até 23 horas/dia, ininterruptamente, sem a necessidade de operadores e os riscos inerentes aos testes de alta velocidade.

A engenharia da Ford brasileira também desenvolveu um equipamento para testes de desempenho e durabilidade de motores em baixa temperatura. Dotado de controle automatizado e um "chiller", ele permite levar o líquido de arrefecimento do motor a 30ºC negativos, para procedimentos de teste como partida a frio e ciclo térmico de juntas.

Durabilidade

O "Rig Test", usado em testes de durabilidade de componentes da carroceria, permite repetir em bancada, milhares de vezes, os esforços mecânicos a que cada peça é submetida durante o funcionamento do veículo, trazendo um ganho considerável de tempo em relação aos testes de rodagem convencionais.

Valores de Opacidade e Ruído (I.N. Ibama 127/06)

Todas as unidades da Ford possuem a certificação ISO 14000, norma que qualifica a empresa como ambientalmente sustentável. E seguindo a legislação internacional, colocamos à sua disposição a tabela com os índices de emissão de poluentes e ruídos dos nossos veículos. Mais do que uma obrigação, um compromisso da Ford com o meio ambiente.


Clique nos links abaixo para acessar a tabela de Valores de Opacidade e Ruído (I.N. Ibama 127/06).

- Veículos Diesel (Formato .PDF)


- Veículos Otto (Formato .PDF)

* motores a álcool, gasolina e flex