Educação


Educação

Alfabetização de jovens
Em parceria com a Alfabetização Solidária, a Ford patrocina a alfabetização de alunos na cidade de Poço Redondo, em Sergipe, Nordeste do Brasil. A região foi escolhida por apresentar um dos índices mais altos de analfabetismo do País.

Alfabetização de adultos
O Projeto MOVA - Movimento de Alfabetização - é uma parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos, Prefeituras da região do ABC Paulista e a Ford. O projeto patrocina 50 salas de aulas na comunidade. Os funcionários do MOVA são voluntários e alfabetizam anualmente mil jovens e adultos.

Projeto Doação de Equipamentos para o Ensino Técnico: a Ford é parceira tradicional das escolas como o Senai, doando equipamentos, veículos e peças para seus cursos técnicos da área automobilística.

Uma profissão para os jovens
O Centro de Capacitação Profissional Henry Ford foi criado por iniciativa do Comitê dos Trabalhadores da Ford, com o apoio da Ford em parceria com o Instituto Credicard, Unibanco, Senai, Instituto Nossa Senhora do Bom Parto e Prefeitura de São Paulo. Na escola profissionalizante, jovens de 14 a 17 anos, em turmas de 170 alunos, aprendem mecânica e eletricidade veicular, além de informática. Em convênio com a Associação Brasileira dos Distribuidores Ford (Abradif), os jovens diplomados são encaminhados para colocação profissional nos Distribuidores Ford.

Ensino de informática para a comunidade
Desde o início de 1999, o Projeto Escola de Informática funciona na fábrica de Taubaté. É um Curso de Informática para jovens e adultos carentes da comunidade, que também atende deficientes visuais. Montada por iniciativa do Comitê de Cidadania dos Trabalhadores da Ford Taubaté em parceria com a Ford, Fundação Bradesco e fornecedores locais, o projeto forma 80 alunos a cada seis meses.

Reforma de escolas
A Ford e a Associação Brasileira de Distribuidores Ford (Abradif) adotou escolas de ensino fundamental dos municípios de Camaçari, Dias D'Avila e Salvador, ampliando e reformando suas instalações. O projeto Ford nas Escolas abraçou 15 escolas e beneficiou 14 mil alunos. As obras incluíram a reforma e construção de salas de aula, quadras esportivas, cantinas, banheiros, muros e telhados, proporcionando condições melhores de ensino.

A Ford também apoia o Centro do Voluntariado de São Bernardo do Campo, em parceria com a Prefeitura e empresas do ABC, com contribuição financeira e participação na vice-presidência da entidade.

Contato Centro de Capacitação Profissional Henry Ford
Andreia Alves
Coordenadora Geral
Centro de Capacitação Profissional
Henry Ford - Multimarcas
ccphenryford@uol.com.br
55 11 2751-4311

Saúde - Ford Odontomóvel
Desde o ano 2000, a Ford patrocina o Projeto Sorrindo com a Ford, também conhecido como Odontomóvel. Esse consultório odontológico móvel, montado sobre um caminhão Ford Cargo 815e, percorre o Brasil de norte a sul levando atendimento gratuito para os caminhoneiros e comunidades carentes. Desenvolvido em parceria com o cirurgião-dentista Cássio de Melo, o projeto surgiu a partir da constatação das dificuldades dos caminhoneiros para tratar dos dentes, devido à vida na estrada. Não são poucas as histórias de maus momentos vividos pelos "irmãos da estrada" acometidos de uma dor de dente no meio da viagem.

Ao longo dos anos, o público-alvo do Odontomóvel se ampliou. Quando estaciona nos postos de gasolina atende também frentistas e pessoas da comunidade, além de promover palestras sobre saúde e higiene bucal em escolas, para milhares de alunos. Em seus oito anos de existência, o Odontomóvel já atendeu mais de 20.000 pessoas e percorreu mais de 200.000 km, visitando cerca de 200 municípios em 22 estados brasileiros (Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Tocantins, Piauí, Maranhão e Pará). E também realizou palestras, escovações e bochechos fluoretados supervisionados para mais de 50.000 crianças em escolas e creches pelo Brasil. Em cada palestra, todos os presentes ganham um kit de higiene bucal. No total, ele realizou mais de 60.000 procedimentos odontológicos, incluindo consultas, restaurações, emergências, profilaxias e cirurgias e também distribuiu gratuitamente 70.000 kits de higiene bucal.

Os caminhoneiros, categoria formada por um milhão de profissionais que trafegam pelas rodovias do país, São o público principal do projeto. Em virtude de seu trabalho, que exige constantes viagens e o obriga a estar a cada hora em um lugar, sem parada fixa ou saber ao certo onde será a próxima parada, o caminhoneiro encontra dificuldade em realizar coisas que são corriqueiras para outras pessoas, como fazer uma consulta ao dentista e dar continuidade a um tratamento.

A essa falta de tempo soma-se, muitas vezes, a dificuldade financeira. Porém, a maior barreira ainda é a falta de informação. A maioria dos caminhoneiros não tem acesso a orientações que os conscientizem da importância dos cuidados preventivos para a saúde bucal.

Os caminhoneiros atendidos têm, em sua maioria, de 28 a 55 anos de idade (média de 35 anos) e como nível de escolaridade o segundo grau incompleto. São das mais variadas origens étnicas e pertencem, em geral, à classe média baixa. Principalmente entre os mais velhos, acima de 45 anos, é grande a parcela dos que possuem casa própria.

"O caminhoneiro é um paciente solitário e só alguém olhando para ele já o torna mais feliz", afirma o dr. Cássio. As estatísticas gerais mostram, e a experiência confirma, que muitos deles nunca foram ao dentista. Por isso, sofrem frequentemente de má higiene bucal, cáries, dor de dente e estresse, que podem evoluir para problemas de saúde mais sérios e tirar a concentração ao volante, contribuindo para acidentes de trânsito.

Além dos caminhoneiros, também são atendidos pelo projeto seus familiares, que muitas vezes viajam junto no caminhão ou são trazidos por eles para a consulta, profissionais que fazem parte do mesmo universo - como frentistas, borracheiros e mecânicos - e moradores das comunidades próximas aos postos de serviço onde o Odontomóvel realiza suas paradas para atendimento. Embora em menor grau, essas pessoas enfrentam os mesmos tipos de carência de recursos e informação, devido ao isolamento, principalmente em cidades distantes dos grandes centros.

No caso dos caminhoneiros, a situação é mais grave, devido à falta de tempo, de parada fixa e de recursos disponíveis para atendimento quando se veem atacados por dor de dente no meio da estrada, além da falta de infra estrutura nas rodovias neste tipo de serviço.

O desespero que bate nessas horas pode levar a recursos extremos, como constatou o dr. Cássio de Melo em sua convivência com os caminhoneiros. Um motorista do Paraná, por exemplo, enrolou estopa num prego, mergulhou no ácido da bateria e o empurrou no dente, na tentativa de combater a dor. Com isso, além do nervo inflamado que o atormentava, ganhou uma queimadura grave na boca, sem mencionar que o líquido da bateria é altamente cancerígeno.

"Outro caminhoneiro veio tomando Novalgina e aplicando remédio no dente do Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro. Teve queda de pressão, sono, e saiu da pista e quase tombou o caminhão. Há ainda quem recorra a bochecho com álcool, pinga, creolina ou desodorante, substâncias que, assim como o excesso de medicamentos, podem causar alterações nos reflexos e risco potencial de acidentes de trânsito", conta o dr. Cássio. Menos perigoso, mas nem sempre eficiente, é o recurso ao "Passa-já", remédio que todo frentista de beira de estrada costuma ter no bolso para socorrer os clientes com dor de dente.

A falta de cuidado com os dentes também pode gerar problemas mais sérios de saúde. Cerca de 40% dos casos de endocardite bacteriana (problema cardíaco que acomete as válvulas do coração) atendidos pelo Incor - Instituto do Coração, em São Paulo, têm origem em doenças gengivais, sendo que 20% destes vão a óbito. Lesões na boca provocadas pelo tártaro e má escovação podem servir como porta de entrada para que bactérias entrem na corrente sanguínea e evoluam para doenças coronárias. Lesões originadas dos dentes podem causar ainda problemas no cérebro, rins e estômago.